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O estudo conduzido pelo Cetic.br | NIC.br representa o primeiro esforço estruturado e metodologicamente transparente para mapear a infraestrutura de data centers no Brasil, em um contexto de forte crescimento da digitalização, da computação em nuvem e, principalmente, da Inteligência Artificial.
Principais conclusões do estudo
1. Data centers tornaram-se infraestrutura crítica
O crescimento acelerado do tráfego de dados, da IA e dos serviços digitais posiciona os data centers como ativos estratégicos para a economia, soberania digital e competitividade do país. Eles sustentam desde serviços essenciais até aplicações avançadas de IA e big data.
2. Forte crescimento e pressão sobre recursos
• O consumo global de energia por data centers já se equipara ao de países inteiros.
• No Brasil, a carga energética projetada para data centers pode chegar a 2,5 GW até 2037, considerando apenas novos projetos em alguns estados.
• Energia e água surgem como pontos centrais de debate, tanto do ponto de vista econômico quanto ambiental.
3. Concentração geográfica relevante
O estudo identificou mais de 550 data centers no Brasil (privados e públicos), com forte concentração:
• no estado de São Paulo;
• especialmente na região metropolitana da capital.
Essa concentração gera desafios relacionados a:
• infraestrutura elétrica,
• disponibilidade hídrica,
• riscos de continuidade operacional.
4. Diversidade de tipologias
O estudo classifica os data centers em diferentes modelos:
• enterprise (on-premise ou off-premise),
• colocation,
• hyperscale,
• nuvem,
• edge.
Cada tipologia apresenta exigências operacionais distintas, sobretudo em energia, refrigeração, automação e monitoramento.
5. Lacuna de dados e governança
Apesar da relevância estratégica, o Brasil ainda carece de:
• dados públicos sistemáticos,
• padronização conceitual,
• monitoramento contínuo.
O estudo inaugura uma base empírica que deverá evoluir para um cadastro dinâmico e georreferenciado, essencial para políticas públicas e planejamento de longo prazo.
Guia Estratégico — Automação de Data Centers
Por que automatizar, como fazer e quais cuidados são críticos
A expansão dos data centers torna insustentável a operação baseada apenas em controle manual. A automação passa a ser um fator de sobrevivência operacional, não apenas de eficiência.
1. Por que a automação é essencial em data centers
A automação permite:
• operar ambientes de alta complexidade 24/7;
• reduzir falhas humanas;
• garantir continuidade de serviços críticos;
• controlar custos de energia e refrigeração;
• atender exigências de compliance, SLA e sustentabilidade.
Em ambientes hyperscale e de IA, a ausência de automação aumenta riscos operacionais, financeiros e reputacionais.
2. Áreas-chave para automação em data centers
Monitoramento de infraestrutura
• energia elétrica (carga, redundância, picos);
• UPS, geradores e baterias;
• sensores ambientais (temperatura, umidade, fluxo de ar).
Operações de TI
• provisionamento automático de servidores;
• balanceamento de cargas;
• resposta a incidentes baseada em eventos.
Manutenção e facilities
• manutenção preditiva (em vez de corretiva);
• alertas automáticos de falhas;
• gestão integrada entre TI e infraestrutura física.
3. A temperatura como ponto crítico (e sensível)
Por que a temperatura é central
• O superaquecimento é uma das principais causas de falhas em equipamentos.
• Ambientes de IA e HPC (High Performance Computing) geram densidades térmicas muito superiores às tradicionais.
Riscos de má gestão térmica
• desligamentos inesperados;
• degradação acelerada de hardware;
• aumento exponencial do consumo energético;
• perda de eficiência operacional (PUE elevado).
4. Automação aplicada à gestão térmica
Boas práticas recomendadas
• Sensoriamento contínuo por zona, rack e corredor (hot aisle / cold aisle).
• Automação de climatização baseada em demanda real, não em média estática.
• Integração entre:
o sistemas de refrigeração,
o carga de TI,
o consumo energético.
• Uso de indicadores como:
o PUE (Power Usage Effectiveness),
o WUE (Water Usage Effectiveness).
O estudo destaca que arquiteturas modernas podem reduzir drasticamente o uso de água — mas isso só é viável com controle e automação avançados .
5. Cuidados essenciais na automação de data centers
⚠️ Automação sem governança é risco
• Processos mal definidos tendem a escalar erros.
• Toda automação deve ter:
o regras claras,
o trilhas de auditoria,
o exceções humanas.
⚠️ Integração é crítica
• Automação isolada (TI sem facilities, facilities sem energia) gera pontos cegos.
• O ideal é uma visão unificada do data center.
⚠️ Sustentabilidade e compliance
• Automação deve apoiar metas de:
o eficiência energética,
o redução de impacto hídrico,
o conformidade regulatória e ambiental.
6. Conclusão executiva
O estudo do Cetic.br | NIC.br deixa claro:
data centers são infraestrutura estratégica nacional.
Nesse cenário:
• automação não é opcional;
• gestão térmica é um dos pilares da resiliência operacional;
• eficiência energética e controle ambiental são fatores decisivos de competitividade.
Data centers que não automatizam tendem a operar no limite do risco.
Data centers automatizados operam no limite da eficiência.
Conclusão
Data centers eficientes não são os maiores — são os mais inteligentes
A próxima fronteira dos data centers não é apenas capacidade, mas inteligência operacional.
Organizações que tratam automação e gestão térmica como temas estratégicos:
• operam com menos risco;
• crescem com mais previsibilidade;
• estão mais preparadas para a era da IA.
As demais operam no limite — energético, financeiro e reputacional.
Automação não é mais sobre fazer mais rápido.
É sobre continuar operando quando tudo cresce ao mesmo tempo.
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